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segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Natacha Rostov Talvez Te Amo


Natacha Rostov Talvez [ou alguma outra, quem sabe? Não, és única]. Te amo. E decididamente nisso não estou a reivindicar originalidade. És grande, Natacha Rostov. Ou nem tanto: começas pequena – treze anos, cabeleira preta [estranhíssimo para uma russa – estaria Tolstoi a insinuar que és brasileira?], mais graciosa do que bela. E no decorrer de tantas guerras e pazes no Guerra e Paz tu cresces. Passas de Napoleão [esse sim pequenino, e não só fisicamente] e de toda aquela coorte de generais russos ou franceses que só são lembrados por alguma aparição casual no teu romance.

Natacha Rostov Talvez Te Amo – não, tira esse qualificativo de dúvida, amo mesmo, vera-de: Amo Te capitão de cavalaria como o tal Denissov, viúvo amargurado como o Príncipe André, jovem aloprado como Pedro Bezukhov, até castamente como o irmão entusiasmado Nicolau Rostov; Amo Te funcionário público do Poder Legislativo, Blogueiro de motocas Harley Davidson e jaquetas Hell´s Angels, Amo Te Pastor de ovelhas na Eritreia ou no Ribatejo.

Natacha Rostov, Talvez. Te amo e és dúvida, todas as dúvidas da existência subsumidas em uma mulher: O que é o Verdadeiro Amor? Há um sentido para tudo? Esse jeans verde realmente cai bem? O Corinthians conseguirá o Tri? Dúvidas, Natacha, e não pergunto a Tolstoi – somente olho teus olhos, e tudo responde, até os olhos.

Natacha Rostov Talvez te Amo, e talvez, sem Talvez  Nenhum.

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